Chamadas
CHAMADA DE ARTIGOS

Humanidades digitais e cultura tecnocientífica – Prorrogada até 30 de setembro de 2017

Nos últimos anos, o campo transdisciplinar das Humanidades Digitais vem ganhando adeptos oriundos de áreas diversas em um esforço coletivo de interlocução e produção de soluções, ferramentas e novos questionamentos em face da aplicabilidade das tecnologias digitais aos objetos de pesquisa característicos das humanidades.

Fruto da conjuntura sociotécnica, a qual Gilles Lipovetsky nominou hipermodernidade, é notório o papel central da informação neste contexto técnico e comunicacional da era digital. Ainda segundo o autor, viveríamos um momento marcado pela busca por “desempenho” e pela “sensualidade”, em que o “hiperconsumo” e o “hipernarcisismo” mostram-se aspectos marcantes de uma sociedade metainformacional. No campo da ciência, cresce o apelo estético e tecnológico ora para a investigação, ora para a divulgação. Uma cultura científica se faz presente, com novos contornos, devido a sua tangibilidade com a sociedade da informação atual. Nesse escopo, as inúmeras iniciativas provenientes dos departamentos de campos das humanidades acabaram por inaugurar uma “moda”, ou tendência, na qual o suporte tecnológico faz-se cada vez mais presente.

Emergem, ainda, problemas ético-informacionais referentes à credibilidade da informação; às formas como se acessam e divulgam os dados (big data); às modalidades de vigilância instituídas desde os espaços institucionais até as práticas da vida cotidiana; às novas configurações em torno da autoria em trabalhos científicos; e ao papel das competências em informação, no tocante às diferentes gerações de cientistas/pesquisadores e suas violências simbólicas do campo científico agora transversalizado pelo apelo digital.

Dessa maneira, este dossiê incentiva a participação de interessados em discutir o advento das Humanidades Digitais em suas dimensões culturais, tecnopolíticas e éticas. Mais do que um campo específico, as HD parecem compor um “lugar de encontro” na produção do conhecimento e na cultura tecnocientífica e digital. Discutir, para além das ferramentas, suas implicações culturais e científicas, parece ser premente em um cenário onde a necessidade de se atualizar e de se produzir em meio aos pares da academia pode acabar por fazer tabula rasa das questões de fundo como as que propusemos nesta chamada.

Este número está sendo organizado pelos pesquisadores Ricardo M. Pimenta e Marco Schneider (UFF/PPGMC-UFF), ambos do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI/IBICT-UFRJ), curadores convidados. Os textos devem ser enviados até o dia 30 de setembro de 2017 para o e-mail revistaz@pacc.ufrj.br, respeitando-se as normas de publicação da revista.

Lembramos que também poderão ser submetidos artigos para a seção de temática livre da revista e que todos os textos para o dossiê da presente chamada serão avaliados pelos curadores do número e pelos editores. Os demais textos serão avaliados por pareceristas ad hoc, respeitando-se o anonimato tanto do autor como do parecerista.

Confira aqui as normas de publicação da revista: http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/normas/


Educação: a América Latina que há de ser (Dossiê Paulo Freire e Darcy Ribeiro) – Até 31 de dezembro de 2017

Em 2017, completam-se vinte anos da morte dos educadores brasileiros Paulo Freire e Darcy Ribeiro. Ambos, cada um a seu modo, pensavam a escola pública no contexto de um projeto de país, seguindo as veredas abertas por Anísio Teixeira: ênfase no pensamento crítico e autônomo; defesa do ensino público, gratuito, laico e obrigatório; educação integral e universal.

Darcy Ribeiro afirmava, em suas Confissões: “Tenho tão nítido o Brasil que pode ser e há de ser, que me dói demais o Brasil que é”. Vinte anos depois, não só no Brasil, mas em toda a América Latina, a educação “que é” permanece muito aquém de sua potência criativa e transformadora.

Em tempos de intensa polarização política e cerceamento do pensamento crítico e reflexivo, tanto Paulo Freire quanto Darcy Ribeiro permanecem referências para os estudos culturais, movimentos sociais e ações de educadores, ativistas e coletivos que os reinventam em teorias e práticas libertadoras. O presente dossiê propõe-se abrir espaço para refletir e discutir a centralidade da educação, da comunicação e da ação cultural como caminhos para a liberdade e a equidade social, na sua relação com o pensamento e a prática desses educadores.

Este número está sendo organizado por Adriana Armony (Colégio Pedro II), Margarita Victoria Gomez (USP) e Pablo Nabarrete (UFF), curadores convidados. Os textos devem ser enviados até o dia 31 de dezembro de 2017 para o e-mail revistaz@pacc.ufrj.br, respeitando-se as normas de publicação da revista.

Lembramos que também poderão ser submetidos artigos para a seção de temática livre da revista e que todos os textos da presente chamada serão avaliados pelos curadores do número e pelos editores. Os demais textos serão avaliados por pareceristas ad hoc, respeitando-se o anonimato tanto do autor como do parecerista.

Confira aqui as normas de publicação da revista: http://revistazcultural.pacc.ufrj.br/normas/

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