Ano X 0201
2° semestre de 2015
dossiê
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Pilhéria do biografado ou incompetência do retratista? A obra-arquivo de Luiz Ruffato

Resumo: A partir de entrevistas e depoimentos do escritor Luiz Ruffato e de considerações acerca de seu último romance, Flores artificiais, propomos uma discussão sobre o “gesto arquivístico” da construção da figura autoral no cenário da escrita contemporânea.

Palavras-chave: Imagem do autor; obra-arquivo; Luiz Ruffato.

Abstract: Through interviews and testimonials of the writer Luiz Ruffato and his latest novel, Flores artificiais, it is proposed here to reflect the “arquivistic gesture” into the construction of author’s figure in contemporary writing scenery.

Keywords: Author’s figure; work-file; Luiz Ruffato.

 

Entre as várias possibilidades de produção de arquivo na escrita contemporânea, colocamos em foco as práticas de arquivamento do eu desenvolvidas pelos escritores no processo de formação da figura autoral, seja na própria obra ou em entrevistas, depoimentos, blogs, sites, redes sociais. Nestas, “espécie de representação ao vivo da vida” (Schittine, 2004, p. 15), onde, mais do que guardar uma memória do passado, se compartilha uma memória do presente, identificamos uma das tentativas − fadadas ao fracasso − de satisfazer o desejo de “recordação total” (Huyssen, 2000, p. 25) da atualidade.

O papel preponderante da mídia na cena discursiva contemporânea nos leva a refletir sobre como ela vem desenvolvendo e modificando o funcionamento da imagem do autor. A “impressão de realidade” criada pelas transmissões “ao vivo”, “em tempo real”, incentiva a “ilusão biográfica”, pela qual “o autor surge como ‘resposta’ à pergunta feita por seu texto”, sendo que sua “vida” − em vez de dar aos leitores as chaves para a interpretação da obra − é que é reconstruída “à luz da obra que deveria explicar” (Lejeune, 2008, p. 192).

Como estudo de caso, o escritor Luiz Ruffato, que, mesmo tendo, várias vezes, se declarado avesso às novas tecnologias, mantém um perfil no facebook (https://www.facebook.com/luizruffato?fref=ts), identificado como “Página oficial de Luiz Ruffato (autorizada pelo autor e administrada por Helena Terra)”, onde se divulgam − em textos, sons e imagens − sua participação em eventos literários, lançamentos de livros, entrevistas, em meio a algumas fotos pessoais. Ao colocar seus textos ficcionais numa rede discursiva onde também entram textos alheios e os “momentos autobiográficos” (Arfuch, 2010, p. 163) dispersos em suas inúmeras entrevistas, constrói, de forma compartilhada, uma narrativa pessoal, alimentando sua (auto)produção como figura pública e constituindo sua imagem como “suporte do gesto da assinatura” (Arfuch, 2010, p. 236). “Cena arquetípica da presença midiática”, o trabalho da entrevista transforma hoje toda escrita em autobiográfica, por seu investimento “sobre o tempo, a privacidade, a história, a pessoa” (Arfuch, 2010, p. 234) do escritor, que “assume uma identidade mitológica, fantasmática e midiática” (Souza, 2002, p. 116).

Pensar a produção ficcional em diálogo com entrevistas, depoimentos, ensaios, correspondências é uma prática da crítica biográfica contemporânea, que, sem retornar ao biografismo oitocentista, “desloca o lugar exclusivo da literatura como corpus de análise e expande o feixe de relações culturais” (Souza, 2002, p. 111). Desconstruindo princípios valorizados por algumas correntes da teoria da literatura do século XX, pautados na “morte do autor” e na análise imanente da obra, o autor retorna ao campo dos estudos literários não como origem e explicação última da obra, mas como “ator no cenário discursivo” (Souza, 2002, p. 116).

O uso de entrevistas concedidas por um escritor como material de pesquisa não visa a determinar a “verdade” ou a “mentira” de qualquer declaração, mas sim a mapear a construção de sua imagem, sua “elaboração de si”. A aparente repetição de respostas a diferentes entrevistadores gera uma marca discursiva que o singulariza. Características são frequentemente reprisadas, tanto por questionamentos repetidamente direcionados ao escritor, quanto pela intenção autoral da construção de uma “marca de si”.

No caso do escritor mineiro aqui comentado, alguns traços sobressaem pela constância com que são reiterados nos “momentos biográficos” dispersos nas inúmeras entrevistas publicadas em jornais, revistas, sites: a perspectiva profissional de sua atividade como escritor; a autodefinição como um “realista” que procura dar voz à classe trabalhadora anônima; a preocupação com a busca de novas formas de representação.

Em depoimento apresentado em seminário realizado na Puc-Rio, Ruffato escolhe como ponto de partida uma foto disposta em sua mesa de trabalho:

Na mesa do meu escritório, […] há um porta-retrato. Nele, uma fotografia embaçada registra uma estranha composição: em primeiro plano um menino, trajando uma curta blusa de flanela, um desajeitado short e um sujo par de chinelos de dedo, tristes e assustados olhos semifechados. Pousadas em seus ombros magros, duas mãos femininas; ao lado, parte de uma perna de calça e uma barriga, que se adivinha em breve proeminente, indica a existência de um homem […]. Assentada sobre o braço da mulher, a mão esquerda de uma quarta pessoa. […]

Todo o meu esforço como escritor tem sido o de tentar recompor essa imagem. O menino, identifico-o, sou eu, aos cinco ou seis anos de idade. Mas quem são os outros três personagens que, numa tarde de inverno para sempre perdida, imobilizaram-se para o olhar amador de alguém por detrás da máquina fotográfica? Quais os seus nomes, de onde vieram, onde estarão agora, o que fizeram de suas vidas, foram felizes? (Ruffato, 2008b, p. 317).

Na descrição da foto, emerge a proposta estética de Ruffato: reconstruir a história desses anônimos, “inventando-lhes nomes, desenhando-lhes rostos, estabelecendo-lhes trajetórias, na ilusão de que, agindo assim, estará contribuindo para que em algum lugar alguém se lembre deles e celebre sua passagem pela Terra.” (Ruffato, 2008b, p. 324). Reafirma, também, sua concepção compromissada da literatura − compromisso com sua época, sua língua, seu país: “Não tenho como renunciar à fatalidade (será uma fatalidade?) de viver nos começos do século 21, de escrever em português e de viver num país chamado Brasil. Esses fatores, junto com a minha origem social, conformam toda uma visão de mundo, à qual, mesmo que quisesse, não poderia renunciar.” (Ruffato, 2008b, p. 323). Dentro dessa “visão de mundo”, define claramente para que, sobre o que e como escrever: “[…] para levar à frente um projeto de aproximação da realidade do Brasil de hoje, torna-se necessária a invenção de novas formas, em que a literatura dialoga com as outras artes […] e tecnologias” (Ruffato, 2008b, p. 322).

Identificando-se no primeiro plano da imagem que tenta recompor em seu ofício de escritor, este se aproxima do universo sobre o qual escolheu escrever − o do trabalhador urbano −, confirmando ser a Arte “manifestação de experiências pessoais, embora não necessariamente autobiográfica” (Ruffato, 2008b, p. 320). Sem a ingênua intenção de retratar fielmente uma realidade pessoal ou social, Ruffato vai se configurando como autor no deslizamento entre pessoa e personagem, de dentro para fora de seu texto e de novo.

Na Apresentação de seu romance mais recente, Flores artificiais (2014), lê-se:

Em 2007 lancei um livro, De mim já nem se lembra, no qual compilo cartas enviadas por meu irmão, José Célio, para minha mãe, Geni, entre 1970 e 1978, período em que ele trabalhou como torneiro-mecânico em Diadema, na Grande São Paulo. Dois anos depois, publiquei Estive em Lisboa e lembrei de você, de gravação de quatro sessões de entrevistas com Sérgio de Souza Sampaio, imigrante brasileiro em Portugal. A divulgação dos dois títulos, nos quais, mais que criador, atuo como organizador e editor, levou várias pessoas a me procurar com histórias que poderiam ser utilizadas em volume. Como nunca pretendi tornar-me coadjuvante de textos alheios, recusei as doações.

No entanto, em setembro de 2010 recebi uma correspondência que, pela singularidade da proposta, me persuadiu a repensar a decisão. A carta, que reproduzo à frente, expunha, de maneira sucinta, o desejo do remetente, Dório Finetto, de me submeter suas “memórias” para, quem sabe, “aproveitar alguns dos temas”. […]

Engenheiro, consultor de projetos na área de infraestrutura do Banco Mundial, Dório despendeu seus melhores dias em incursões aos ermos do planeta, quando conheceu inúmera gente e vastos sucedidos, convertidos em personagens e enredos de seus cadernos. São algumas dessas páginas, intituladas Viagens à terra alheia, que ancoraram em minha mesa há pouco mais de três anos. […]

Com a anuência de Dório, a quem estendi a coautoria, rechaçada de maneira peremptória, elegi alguns capítulos para, refeitos, compor o livro. […]

Alinhavei, como posfácio, breves notas sobre o passado de Dório Finetto, nas quais, entretanto, ele afirma não se reconhecer. Se pilhéria do biografado ou incompetência do retratista, eis a questão.

Enfim, ao leitor, ofereço um buquê de flores artificiais (Ruffato, 2014, p. 9-11).

O longo trecho aqui reproduzido nos permite perceber a série de jogos criados por seu narrador, que extrapolam, inclusive, as páginas deste livro, colocando o autor também em meio aos lances de dados. Os dois romances citados no primeiro parágrafo – cujas referências bibliográficas são indicadas em notas de pé de página – foram efetivamente publicados por Ruffato, o que pode ser atestado – mesmo por um leitor que desconheça suas obras anteriores – na orelha do volume que lemos. Como somos informados logo nesse início da Apresentação, esses livros também foram elaborados a partir de jogos entre autores e narradores, biografia e ficção: um composto a partir de cartas recebidas pelo narrador, que compartilha dados biográficos com o autor Ruffato; o outro que se abre com a seguinte Nota, assinada por L. R.:

O que se segue é o depoimento, minimamente editado, de Sérgio de Souza Sampaio, nascido em Cataguases (MG) em 7 de agosto de 1969, gravado em quatro sessões, nas tardes de sábado dos dias 9, 16, 23 e 30 de julho de 2005, nas dependências do Solar dos Galegos, localizado no alto das escadinhas da Calçada do Duque, zona histórica de Lisboa. A Paulo Nogueira, que me apresentou a Serginho em Portugal, e a Gilmar Santana, que o conheceu no Brasil, oferto este livro (Ruffato, 2009, p. 13).

Em seguida, somos informados que o “buquê de flores artificiais” que estamos começando a desfolhar foi escrito a partir de relatos de Dório Finetto, conterrâneo e contraparente do narrador, enviados a este por carta, reproduzida em seguida àquela Apresentação:

Prezado Luiz Ruffato,

Confesso que, embora seja de uma família de colonos italianos de Rodeiro como o senhor, não sabia da sua existência como escritor. […]

Há cerca de três anos, a doutora Regina me chamou a atenção para seus livros, disse que o senhor escrevia sobre a região de Rodeiro,* [*Nota de pé de página: Referência à pentalogia Inferno provisório, iniciada em 2005 e finalizada em 2011, que tem, entre os cenários, a região de Rodeiro, Zona da Mata de Minas Gerais, particularmente no volume I, Mamma, son tanto felice. (N.A.)] e quando fui ver descobri que os Ruffato e os Finetto têm até laços familiares comuns (Ruffato, 2014, p. 12-14).

Através de textos fragmentados, passíveis de serem lidos separadamente, mas, ao mesmo tempo, complementares, os cinco romances que compõem a série Inferno provisório – Mamma, son tanto Felice (2005a), O mundo inimigo (2005b), Vista parcial da noite (2006), O livro das impossibilidades (2008a) e Domingos sem Deus (2011) – narram o povoamento da Zona da Mata mineira por imigrantes italianos, a posterior desestruturação da vida rural frente à modernização, e a formação das metrópoles paulista e carioca a partir da migração. O primeiro volume é ambientado em Rodeiro, na década de 1950; o segundo, em Cataguases, nos anos 1960 e 70; o terceiro, também em Cataguases, nas décadas de 1970 e 80; o quarto, em Cataguases, Rio de Janeiro e São Paulo, nos anos 80 e 90; e o último, em São Paulo, no início do século XXI. Entre as famílias de pequenos agricultores que sofrem as consequências sociais e emocionais do processo de industrialização ocorrido no Brasil a partir dos anos 1950, encontramos, logo nas primeiras páginas do primeiro volume, os Finetto, que retornam no último, Domingos sem Deus, na memória de seu Valdomiro ou Mirim: “Ê mundão!, e passa a divisa do Rubens Justi, e a dos Chiesa, e a do Orlando Spinelli, e a dos Bicio, e a do seu Beppo Finetto, e a dos Micheletto, Ê italianada!” (Ruffato, 2011, p. 18).

A atribuição da coautoria de seu último romance a Dório Finetto cria mais uma dobra no jogo entre autores e narradores, personagens e pessoas reais, biografia e ficção. Interessado em “fazer uma literatura profundamente engajada na história do Brasil” (Ruffato, 2005c), confundindo com a História as histórias pessoais − ele mesmo, um migrante e neto de imigrantes portugueses e italianos −, Ruffato se considera um “re-escritor” e sua escrita, sempre “provisória”. Como traço de um projeto estético que se define pelo reaproveitamento, seus textos transitam, se reescrevem, se reembaralham, conforme advertido nas notas finais de alguns volumes da série Inferno provisório:

Possível que alguma passagem de Mamma, son tanto felice, primeiro volume de Inferno provisório, seja reconhecida. Em verdade reembaralhadas, aí estão uma das Histórias de remorsos e rancores (totalmente reescrita), três de (os sobreviventes) (revistas) e duas inéditas (Ruffato, 2005a).

Possível que alguma passagem de O mundo inimigo, segundo volume de Inferno provisório, seja reconhecida. Em verdade reembaralhadas, aí estão seis das Histórias de remorsos e rancores (totalmente reescritas), duas de (os sobreviventes) (revistas) e quatro inéditas (Ruffato, 2005b).

Todas as histórias que compõem O livro das impossibilidades, quarto volume de Inferno provisório, são inéditas, à exceção de uma, revista, que pertenceu, um dia, a (os sobreviventes) (Ruffato, 2008a).

Sua obra vai se compondo, assim, em rede, puxando fios, tecendo-se e destecendo-se, para novamente enredar-se. Reescrevem-se histórias, retomam-se personagens, citam-se obras próprias e alheias. Um texto em trânsito, inacabado, passível de diferentes arrumações e classificações – como um arquivo −, no qual se constroem cenas de escrita e leitura. Na comentada Apresentação a Flores artificiais, a rede intertextual se estende a Kafka, Carlos Sussekind, Camões (que empresta uma estrofe d’ Os lusíadas à epígrafe das Viagens à terra alheia, de Finetto), Almeida Garret (cujo título Viagens na minha terra é emulado pelo personagem-autor Dório Finetto). A referência aos românticos aponta para o papel do escritor mineiro de crítico de sua própria obra, quando busca orientar a leitura de seus livros, seja acrescentando-lhes notas e apresentações, seja oferecendo caminhos para seus leitores em entrevistas e depoimentos. Também aqueles exerciam uma certa pedagogia da leitura, através de prefácios, posfácios, notas, ensaios autobiográficos sobre sua formação como escritores. Talvez a referência a esse ideário oitocentista mais explícita do autor de Eles eram muitos cavalos esteja no título dado ao citado depoimento apresentado em seminário realizado na Puc-Rio: “Até aqui, tudo bem! (Como e por que sou romancista – versão século 21)” (Ruffato, 2008b, grifo nosso).

Assim como em seus precursores, tais paratextos denotam, muitas vezes, uma falsa – ou pelo menos, dúbia – referencialidade. Da mesma forma que a já transcrita nota explicativa no início de Estive em Lisboa e lembrei de você atribui a narrativa a depoimentos do personagem Sérgio colhidos pelo escritor L.R., o posfácio de seu último romance, “Memorial descritivo”, assinado por Luiz Ruffato, é descrito na Apresentação como “breves notas sobre o passado de Dório Finetto”, baseadas “em três memoráveis encontros, dois no Rio de Janeiro (café da manhã na Colombo, do Forte de Copacabana, e almoço no Rio Minho, na rua do Ouvidor) e um em São Paulo (almoço no Consulado Mineiro, em Pinheiros). Além disso, interpelei familiares e conhecidos de Rodeiro” (Ruffato, 2014, p. 11). Os detalhes das circunstâncias dos encontros, possíveis indicadores da veracidade da história narrada, contrastam com a afirmação de que Dório Finetto não se reconhece nessas notas. Ao simular a construção de provas documentais, antes desestabiliza do que reafirma a evidência histórica, rasurando fronteiras entre o imaginado e o vivido, a ficção e a realidade, a obra e a vida.

No lugar de confissão e fidelidade, falsas pistas e artifícios. Nesses artifícios, flagramos o “gesto arquivístico” do autor, compondo e recompondo sua imagem e sua obra, revertendo-as uma sobre a outra. É possível reconhecer o autor na obra? A visão de mundo daquele nos ajuda a compreender o que escreve? Ou, no meio do caminho, obra e autor – categorias fugidias − se constroem na impossibilidade do retrato? Ou tudo não passaria de pilhéria do biografado? Eis as questões.


*Ana CláudiaViegas é professora associada de Literatura Brasileira do Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisadora do CNPq, desenvolvendo projeto sobre personagens-escritores na prosa ficcional brasileira contemporânea e a formação de escritores-personagens na cena literária atual. Tem diversos ensaios publicados sobre a prosa de ficção brasileira produzida nas últimas décadas.

Referências

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RUFFATO, Luiz. Até aqui, tudo bem! (Como e por que sou romancista – versão século 21). In: MORGATO, Izabel & GOMES, Renato Cordeiro. Espécies de espaço: territorialidades, literatura, mídia. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2008b, p. 317-324.

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